Se há uma área em que companhias não podem falhar, esta é a de saúde. No cerne da rotina de clínicas, hospitais e organizações que trabalham com cuidados de saúde, o principal objetivo é a preservação da vida humana e a promoção do bem-estar de pessoas. Tomando esta ideia como ponto de partida, a precisão, agilidade e consistência de informações relativas a diagnósticos e exames são fatores prementes para auxiliar médicos e profissionais de saúde em um tratamento acurado dos seus pacientes.

É fato que, no contexto informacional em que vivemos, diversas companhias de saúde buscam, de modo cada vez mais incisivo, utilizar-se de ferramentas que otimizem o gerenciamento do vasto volume de dados sobre pacientes, com o qual essas clínicas e hospitais necessitam lidar diariamente.

“Na área de saúde, prevê-se o uso dessas ferramentas para analisar o enorme conjunto de dados disponíveis e, por que não, reduzir as incertezas do dia a dia e tentar prever o futuro dos pacientes e de suas patologias. Nunca tivemos tantos dados coletados como hoje”, explica, com razão, a coordenadora do curso de especialização em administração hospitalar da FGV no artigo “O Big Data como recurso para a gestão de saúde”.

Com tudo isso, é possível dizer que hoje, em centros de saúde bem estruturados, médicos, enfermeiros e outros profissionais com contato direto ao paciente já podem contar com informações mais precisas a respeito de laudos, radiografias, exames e diagnósticos de modo geral.

Todavia, se os benefícios do gerenciamento de dados ou, em outras palavras, da utilização de Business Intelligence (BI) e ferramentas de Analytics para a gestão de informações provindas do Big Data de hospitais, já gera frutos no tratamento de pacientes, estes mesmos benefícios ainda podem ser melhor explorados por centros de saúde, na gestão empresarial e organizacional propriamente ditas destes espaços.

Otimizando a gestão hospitalar
Como não poderia deixar de ser, a constante evolução da tecnologia no mundo contemporâneo trouxe consigo inovações e desafios para o gerenciamento estratégico de companhias atuantes no segmento de saúde. Para que possam se adaptar as exigências do mercado e se fortalecer em um cenário de crise, essas organizações precisam ampliar o uso de ferramentas de tecnologia da informação, o que culmina em uma nova abordagem na otimização do Big Data de clínicas e hospitais que pode ser definida como Health Analytics.

E o que vem a ser Health Analytics? Nada mais do que uma inovação no modo de se criar valor a partir do montante dos dados disponíveis — sejam eles financeiros, de estoque, RH, fornecedores, etc. — sobre determinada companhia.

Conforme explicado no artigo “Potentiality of Big Data in the Medical Sector: Focus on How to Reshape the Healthcare System“, da National Center for Biotechnology Information, novos sistemas de BI têm sido desenvolvidos justamente com o intuito de enfrentar os desafios oferecidos pelo pelo grande volume de dados de que falamos acima.

E que desafios são esses? Dentre outros, podemos citar o suporte na tomada de decisões dos gestores de saúde, dados qualitativos para previsões realistas e concretas do futuro do negócio e o próprio gerenciamento eficiente das informações da organização.

Neste sentido, o conceito de Health Analytics surge como um patamar mais sofisticado na gestão de informações gerenciais, ampliando as potencialidades do BI e Analytics para que se gere um impacto positivo de maior alcance na gestão da saúde.

Há uma série de benefícios imediatos que os negócios atuantes no segmento de healthcare podem adquirir mediante a utilização de sistemas de Health Analytics eficientes em bancos de dados amplos e bem estruturados. Entre os principais:

– Otimização de todo o processo gerencial da companhia;

– Eficiência organizacional no tratamento das informações;

– Cruzamento de dados para um retrato preciso da empresa;

– Maior consistência e embasamento para as tomadas de decisão dos gestores;

– Melhoria no planejamento de ações futuras e planos de crescimento;

– Quadros financeiros sistematizados para o controle das finanças da companhia.

Antes de concluir, observe que, para obter estes benefícios, é preciso ter a consciência da necessidade de que as informações e dados fornecidos a plataforma sejam claros, minuciosos e críveis.

Além disso, é necessário avaliar a estrutura de sua organização e buscar o auxílio de empresas reconhecidas, que possam oferecer todo o suporte necessário para a implementação de um sistema capaz de suprir as demandas de um hospital ou clínica.

Por fim, todos sabemos que a saúde é negócio sério, que exige comprometimento e dedicação de todos os profissionais envolvidos no meio. Se conduzirmos esta seriedade e cuidado também para a gestão empresarial, certamente nós veremos o crescimento de um segmento de saúde moderno, fortalecido e preparado para enfrentar os desafios do mundo empresarial contemporâneo.

(*) Mozart Marin é diretor comercial da MV

Fonte: http://cio.com.br/opiniao/2017/03/30/uso-de-health-analytics-ja-gera-frutos-no-tratamento-de-pacientes/#sthash.FLC9zb7J.dpuf

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